quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Apoio ao arrendamento jovem em Espanha - Outro mundo aqui ao lado

Surgiu recentemente um programa de apoio ao arrendamento jovem em Espanha que tem os seguintes requisitos:

  1. Rendimentos anuais menores que 22 mil euros e idade entre 22 e 30 anos (8 em cada dez jovens nesta faixa etaria ganham menos de 22mil€)
  2. ter contrato de arrendamento (embora se possa pedir o apoio desde que se efective o contrato num prazo de tres meses)
  3. Ter rendimentos nos últimos seis meses ou contrato para os seis meses seguintes ao pedido de apoio (aplica-se a bolseiros, trabalhadores por conta de outrem e independentes)

Valor do subsídio: 210 euros por mês qualquer que seja o caso e 600 euros de empréstimo facilitado para ajuda à fiança

Simples não?

O Secretário de Estado referiu, na Assembleia da República, que também se utilizava a renda máxima para determinar o apoio em espanha. Nada mais falso. O que se passa é que para além deste apoio o governo espanhol tem medidas de apoio e promoção aos proprietários para construção de casas para arrendamento a custos controlados que como contrapartida terão de ter uma renda máxima estipulada. Ao fim de um determinado número de anos (10 - 25) as casas poderão entrar no mercado normal.

E deixo aqui esta pérola:

O IAJ não é um instrumento para resolver o problema do acesso à habitação, é um instrumento de emancipação dos jovens. Os jovens pobres não resolverão o problema por esta via: o problema não é serem jovens, o problema é serem pobres, e portanto para esses o problema do acesso à habitação tem outros instrumentos e outras vias. Secretário de Estado do Ordenamento João Ferrão

5 comentários:

susy disse...

Ó Elvas, ó Elvas...Badajoz à vista!

Andrixxxx disse...

esse joão ferrão devia era ter vergonha no focinho, em vez de vir dizer "verdades" de uma forma despojada como o faz, como se os jovens fossem o lixo da pátria, e não merecessem apoios.

Anônimo disse...

A Porta 65 não é para pobres, mas sim para os sobrinhos dos senhores que ditaram a lei.

Anônimo disse...

Boa noite! Soube da vossa existência pelo programa da rtp "prós e contras". Sou professora, conimbricense e trabalhei nos 2 primeiros anos de serviço na minha cidade natal. Como todos sabem o actual governo encerrou mais de 1000 escolas por ano (entre 1000 a 1500) e a minha situação profissional foi alterada. A partir do 3º ano que vim trabalhar para o funchal porque não consegui colocação em coimbra (nem noutra cidade, vila ou aldeia do continente!)Tinha comprado casa perto de coimbra porque sempre pensei que com a graduação profissional a aumentar só podia benefeciar de igual ou similar contrato de trabalho em termos geográficos. Queria continuar pela minha cidade mas o encerramento das escolas não o permitiu. Como tal, sendo proprietária, não posso usufruir do arrendamento jovem. Vender já tentei, mas como toda a gente também sabe, há apartamentos novos e mais modernos ao preço de apartamentos semi-novos. Neste momento só o conseguiria vender por um preço inferior ao da compra. Estou a tentar arrendar, mas o fisco arrecadará quase metade do valor. Continuarei a pagar uma prestação alta, condomínio, seguro de vida mensal e da casa anual. Entretanto um quarto aqui no funchal nunca se aluga por menos de 200 euros fora as despesas (um quarto!!). Como os de 200 euros são achados, estou a arrendar um por 250. Porque não tenho também eu direito ao arrendamento jovem como teria, pelos vistos, se fosse espanhola? Comprei casa, fecham escolas e afastam-me de coimbra. Subiram as prestações da casa e tenho que suportar mais esta despesa de quarto caríssimo no funchal! de qualquer modo os valores máximos para as tipologias atribuidos ao munícipio do funchal são, como se pode ver pelo valor que pedem por um quarto, ridiculos!! De uma maneira ou de outra, não teria direito a usufuir do arrendamento jovem. Ponderem também o requisito exigido de não se ser proprietário! Mesmo que arrende a minha casa, o valor da renda é inferior ao da prestação, não contempla o condomínio e seguros, e as finanças tiram-me um montante considerável. Continuaria a pagar um valor considerável mesmo debitando o valor do arrendamento mais um quarto no valor de 250 euros. Será que tenho culpa que tenham fechado escolas, que a situação financeira do país não seja de todo abonada e que não me tenha sujeitado a outra profissão só para ficar em minha casa?? Agradecia que os responsáveis pela porta 65 ponderassem a minha situação, bem como outras similares à minha. Obrigada. E parabéns ao grupo Porta 65 fechada pela sua justa iniciativa reivindicativa!

Anônimo disse...

Pois é...os raios dos pobres!
São sempre os pobres, pááá!
Fogooo!
MAS...EM PORTUGAL: JOVEM=POBRE ??!!